Erês

Ibeji (6)Existe uma grande tendência a confundir IBEJI : (ib: “nascer”; eji: “dois”) com Erês (Eré vem da palavra Yoruba iré, que significa diversão).

Ibeji é um Orixá, gémeos africanos, que se divide em masculino que correspondem, no sincretismo afro-brasileiro, aos santos católicos Cosme e Damião. Ibeji na nação Keto, ou Vunji nas nações Angola e Congo.

Ibeiji, é o único Orixá permanentemente duplo, que se forma a partir de duas entidades distintas, respeitando o principio básico da dualidade, tendo o seu próprio culto, obrigações e iniciação dentro do ritual.

É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. Num plano mais terreno, por ser criança. A ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano.

Os ORIXÁS gémeos protegem os que ao nascer perderam algum irmão (gémeo), ou tiveram problemas de parto. Em algumas casas de candomblé são referidos como ERÊS (crianças) que se manifestam após a chegada do ORIXÁ chamado de axé, erês ou axêros.

No ALTO CANDOMBLÉ são cultuados como Xangô e ou Oxum crianças. Os IBEJIS são saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados a ela, também recebem oferendas. Porém na verdade são ORIXÁS independentes dos erês.
Na África, as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram os seus filhos sua maior riqueza. Preocupar-se com os sustento das crianças é frequente entre os povos negros, haja a vista a miséria das cidades africanas e a situação do negro na escravidão e na Diáspora.
Os ORIXÁS IBEJIS são os que indicam a contradição, os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, mostrando que todas as coisas, em todas as circunstâncias, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.
Na África, os IBEJIS são indispensáveis em todos os cultos. Merecem o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuados no dia-a-dia. ELES não exigem grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que esperam tal como, todos os Orixás, é serem lembrados e cultuados.
O poder dos IBEJIS jamais pode ser negligenciado, pois o que um Orixá faz os IBEJIS podem desfazer, mas o que os IBEJIS fazem nenhum outro ORIXÁ desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade.

Existe uma confusão latente entre o Orixá IBEJI e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade.
O Erê é o intermediário entre a pessoa e seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exato entre a consciência da pessoa e a inconsciência do Orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos de seu ORIXÁ.
Os IBEJIS gostam de estar no meio de muita gente, das actividades desportivas, sociais e das festas. Os IBEJIS, na nação Ketu, é o orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância. Os Ibejis estão presentes em todos os rituais do Candomblé, pois, assim como Exu, se não forem bem cuidados podem atrapalhar os trabalhos com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. É o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do Orixá que a criança carrega.
Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade, o seu gatinhar,o falar, os seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, as evoluções durante o vôo das aves, a beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda desse orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

No dia 27 de Setembro, é costume as casas de culto abrirem suas portas e oferecerem mesas fartas de doces e comidas para as crianças, elevadas à condição de representantes na terra do Orixá.

Ibeji, é o Orixa Regemnte da falange das crianças que trabalham na Umbanda.

Características

Cor Rosa e azul (branco, colorido)
Fio de Contas No Candomblé, contas e miçangas leitosas coloridas.
Ervas jasmim, alecrim, rosa
Símbolo Gêmeos
Pontos da Natureza Jardins, praias, cachoeiras, matas…
Flores Margaridas, rosa mariquinha.
Essências De frutas
Pedras Quartzo rosa
Metal Estanho
Saúde Alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo, acidentes
Planeta Mercúrio
Dia da Semana Domingo
Elemento Fogo
Chakra Todos, especialmente o Laríngeo
Saudação Oni Beijada
Bebida Guaraná (Suco de frutas, água de coco, água com mel, água com açúcar, caldo de cana)
Animais Animais de estimação.
Comidas Caruru, mel,  doces e frutas.
Numero 2
Data Comemorativa 27 de Setembro
Sincretismo: São Cosme e São Damião
Incompatibilidades: Coisas de Exu. Morte, Assobio.

Características de filhos de Ibeji

Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequente; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia. Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, à vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como “gosta de mim” ou “não gosta de mim”. Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com certa facilidade. Ao mesmo tempo, suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das actividades desportivas, sociais e das festas

Axé

Mãe Vanda D’Oyá

Last updated: 2016-09-20